Quinta-feira, 8 de Julho de 2010
pergunto-me com que vontade vos aguardo eu, vezes sem conta e horas sem fim, no meu leito tornado ordinário e nos meus lençóis sórdidos de pecado; com que adulação vos recebo no meu busto, com que impudência vos incito a tocar o meu corpo, com que desejo vos convido a penetrar-me até fartardes o mais podre do vosso ego. deixais-me tão dorida e de rastos por tanto me amardes, imunda pelo sémen da vossa fraca condição humana... pois a dor sempre lateja, acutilante, neste peito que anseia por devoção e sacrifício, e que não esquece que, mesmo tendo-me inteira, apenas cobiçais a silhueta delicada, quando é a alma que se oferece despida.
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6 sensações:
Muito forte. Muito bom :)
Beijinho
Ai minha querida, tu escreves tão, tão bem! :D
Beijinho grande*
SEnsual e conflituoso, mas não contraditório...talvez triste.
Nós mulheres vemos mais no desejo, na carne exposta, nas gemidos...vemos a alma da coisas, pq é na alma que sentimos..antes do corpo.
A menina escreve bem, deliciosamente bem...
Um beijo
Erikah
Um belo trecho de poesia intimista.
Profundo, Al! Adorei, simplesmente cada palavra!
Beijinho
brilhante em imagens com uma escrita "acutilante" que fica a latejar dentro de nós... como gosto de te ler...
tens de publicar o que escreves... (se estiveres interessada, contacta-me pf)
beijo,
n.
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